17 de novembro de 2011 - 13:49 •

Após se reunir com a presidente Dilma, Casagrande concede entrevista coletiva, em Brasília

O Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, esteve em Brasília nesta quarta-feira, (16), para uma reunião com a presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, Casagrande conversou com a presidente sobre Royalties e Reforma Tributária.

“A presidente reafirmou sua posição de que quer uma solução negociada para o tema (royalties) e que, também, é contra o rompimento de contratos já licitados”, afirmou o governador Renato Casagrande.

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11 de novembro de 2011 - 15:30 •

Banners gigantes são fixados em edifícios do Governo

Palácio Anchieta

Detran

Palácio Fonte Grante

Sedu

Sesa

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22 de setembro de 2011 - 16:11 •

Luta pelo direito dos Royalties no Estado continua

O direito dos Royalties do petróleo é para todos, porém os estados produtores devem ter maior percentual devido aos impactos sociais e ambientais.

Estamos lutando para adquirir a parte de direito do nosso Estado, isso vai favorecer o crescimento econômico e fortalecer ainda mais os municípios.

Do dia 13 a 14 deste mês, estive em Brasília na mobilização promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que reuniu 1500 prefeitos, e foi uma reunião muito boa. O presidente do Congresso, senador José Sarney, disse que se houver entendimento sobre a questão dos royalties, o veto poderá ser apreciado ainda este mês.

A decisão do Congresso ainda é equilibrada, mas precisamos continuar lutando com o argumento de que o Espírito Santo precisa de uma porcentagem mais justa, para que os municípios continuam investindo e crescendo cada vez mais.

Vale destacar também que a luta para adquirir os recursos dos royalties que deverão ficar no Estado é ainda mais importante, pois esse dinheiro acaba beneficiando todos os municípios produtores e não produtos do Espírito Santo.

Gilson Amaro é prefeito de Santa Teresa e presidente da Associação dos Municípios do Estado do Espírito Santo (Amunes).

 

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19 de setembro de 2011 - 17:52 •

Royalties e cidadania

As discussões sobre os royalties do petróleo só nos leva a acreditar que o diálogo, o entendimento, o respeito e a união das forças políticas são decisivos para o processo de equilíbrio que se pretende alcançar entre estados produtores e não produtores.

As últimas semanas têm sido muito intensas em termos de engajamento político sobre a distribuição dos royalties de petróleo. O papel da Assembleia Legislativa nesse debate será intensificado assim que o Congresso Nacional regulamentar a divisão dos royalties e esta engenharia política também precisará ser bem debatida.

O debate que precisamos fazer a respeito dessa riqueza, que outros países produtores de petróleo já fizeram, é como aplicar tais recursos. Temos que ter em mente que essa riqueza é finita. Riqueza infinita é a educação, herança que deixamos a nossos jovens e tema que sempre defendi em minha vida pública.

Temos uma dívida enorme com a educação deste país. Quantas vezes já foi dito que pouco mais de 50% dos alunos na idade escolar concluem o Ensino Médio? O que significa isso numa sociedade com alta tecnologia e que precisa de trabalhadores qualificados?

No novo marco regulatório de exploração do petróleo da camada pré-sal há a criação de um fundo social com recursos da extração do mineral para financiar programas de combate à pobreza, de enfrentamento às mudanças climáticas e de desenvolvimento da educação, cultura, saúde pública, ciência e tecnologia.

Há um debate no Plano Nacional de Educação (PNE), que tramitou na Câmara Federal e está no Senado, para que o País saia dos 6% do PIB em investimentos em Educação. O Governo Federal acena com 7% e os movimentos sociais querem 10% do PIB para corrigir a dívida social com a Educação. Defendo a proposta de que 50% do Fundo Social seja aplicado na Educação, pois é com investimentos em Educação que o País se desenvolve.

Nessa discussão, a Assembleia Legislativa terá fundamental papel para decidir a destinação de verbas para os municípios.O diálogo com o governador Renato Casagrande e o equilíbrio entre as forças políticas também se farão necessários para obtermos êxitos e novos avanços. Há alternativas para sanarmos a dívida social com a população capixaba.

 

 

Genivaldo Lievore é deputado estadual pelo PT e presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.

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12 de setembro de 2011 - 17:48 •

Secretário de Desenvolvimento tira dúvidas de internautas sobre distribuição de royalties

Secretário de Estado de Desenvolvimento, Márcio Félix

Nesta terça-feira (13), o Secretário de Estado de Desenvolvimento, Márcio Félix, vai participar de uma Twitcam ao vivo, com os seguidores do twitter do Governo, para conversar e tirar dúvidas dos internautas sobre a distribuição dos royalties do petróleo, tema que vem sendo discutido no país nas últimas semanas. O bate-papo será das 16h às 17horas.

Durante a conversa, que terá duração de uma hora, o secretário vai apresentar as propostas do Governo do Espírito Santo sobre a partilha. Para participar, os interessados podem enviar perguntas para o e-mail midiasocial@secom.es.gov.br, para o mural do Facebook do Governo (http://www.facebook.com/GovernoES) ou pela hashtag #DireitoÉPraSerRespeitado, no twitter @Governoes.

A participação da sociedade capixaba na mobilização é de grande importância, pois, caso o veto seja derrubado, o Espírito Santo pode ter um prejuízo de R$ 1,250 bilhão. O Estado é o segundo maior produtor de petróleo e gás do Brasil desde 2006. Atualmente, a média de produção é de 350 mil barris por dia.

A grande mobilização feita pelo Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, maiores produtores de petróleo, fez com que a apreciação do veto da emenda Ibsen-Simon fosse adiada do dia 15 de setembro para 05 de outubro.

Esta é uma ação pioneira da Superintendência de Comunicação do Governo do Espírito Santo. Participe você também e ajude nesta mobilização.

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1 de setembro de 2011 - 16:40 •

A distribuição dos royalties

As atividades de exploração de petróleo começaram a ganhar força no Brasil no final da década de 30, quando foi encontrado óleo em Lobato, nas proximidades de Salvador. Nos primeiros anos, as atividades de exploração foram concentradas nos campos terrestres, com destaque para as bacias localizadas no Nordeste e na região Amazônica.

Após a Segunda Guerra Mundial, quando o país sofreu com a falta de derivados do petróleo, teve início a campanha “O petróleo é nosso”. Então, em 03 de outubro de 1953, o presidente Getúlio Vargas sancionou a Lei Nº 2004, que criou a Petrobras. O artigo 27 dessa mesma lei determinava o pagamento de royalties, sendo 4% aos estados e de 1% aos municípios produtores sobre o valor da produção terrestre de petróleo e gás natural.

De acordo com a Constituição Brasileira, os royalties do petróleo são uma compensação financeira pelas demandas sociais e de infraestrutura e pelos riscos ambientais inerentes às atividades de exploração e produção dessa riqueza, que é limitada e não renovável.

Essa compensação é garantida pela Constituição de 1988, de acordo com seu artigo 20, parágrafo 1º, que diz:

“É assegurada, nos termos da lei, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como a órgãos da administração direta da União, participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração”.

O início da exploração no mar ocorreu no litoral norte do Espírito Santo, em 1968. Também em 1968 aconteceu a primeira descoberta comercial marítima, no litoral de Sergipe.

Em dezembro de 1974, a Petrobras fez sua primeira grande descoberta marítima. Operando a partir do Espírito Santo, passou a explorar a Bacia de Campos, litoral norte do Rio de Janeiro, cuja produção teve início em 1977.

Somente em 1985, 17 anos depois da primeira descoberta marítima, foi estabelecido, por meio da Lei n.º 7.453, que as atividades no mar também estavam sujeitas ao pagamento de royalties, e o percentual estipulado foi de 5%. A arrecadação era distribuída da seguinte forma: 1,5% aos estados confrontantes com poços produtores; 1,5% aos municípios confrontantes com poços produtores e àqueles pertencentes às áreas geoeconômicas dos municípios confrontantes; 1% ao Ministério da Marinha; além de 1% para constituir o Fundo Especial, a ser distribuído entre todos os estados (20%) e municípios (80%) da Federação, de acordo com os critérios de repartição do FPE/FPM.

Em 1997, a Lei nº 9.478, conhecida como Lei do Petróleo, aumentou para até 10% a alíquota básica dos royalties. No seu artigo 48 manteve os critérios de distribuição dos royalties para a parcela de 5% adotados na Lei 7.990/89 (revisão da lei 7.453/85) e introduziu, em seu artigo 49, uma forma de distribuição para a parcela acima de 5%. Além disso, a Lei 9.478 criou o bônus de assinatura e a participação especial. Da parcela de 5% a 10%, foram destinados 7,5% para serem distribuídos entre todos os estados e municípios, também pelos critérios dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios.

Importante ressaltar que, durante a Assembleia Nacional Constituinte, de 1985 a 1988, o tratamento diferenciado aos estados produtores foi usado como argumento para que o ICMS sobre o petróleo não fosse cobrado na fonte, mas integralmente no destino, uma vez que os estados e municípios produtores já teriam sido compensados com os royalties.

Por isso, o Espírito Santo entende que a negociação sobre royalties deve estar associada ao debate sobre ICMS e sobre as alíquotas do FPE.

Em 2008, com a constatação de grandes volumes de petróleo e gás natural no pré-sal, algumas áreas foram retiradas da 9ª rodada de licitação da ANP. Em seguida, foi criado pela Presidência da República um grupo de trabalho de alto nível para propor um novo marco regulatório para o setor.

Quatro Projetos de Lei foram apresentados ao Congresso e transformados em três leis:

  • PL Capitalização da Petrobras – transformado em junho/2010 na Lei 12.276
  • PL Criação da Pré-Sal Petróleo – transformado, em agosto/2010, na Lei 12.304
  • PL Fundo Social e PL Regime de Partilha – transformados em dezembro/2010 na Lei 12.351

A Lei nº 12.351 foi aprovada, mas com o veto presidencial ao artigo 64, dispositivo que previa alterações na distribuição dos royalties e participação especial. De acordo com a mensagem presidencial, esse dispositivo foi vetado porque sua redação suscitava muitas dúvidas em relação à forma como a União implementaria a compensação aos estados e municípios produtores, além de ser considerado inconstitucional por não atender ao artigo 20, parágrafo primeiro da Lei Maior.

Na sequência, ainda em dezembro de 2010, o governo encaminhou ao Congresso Nacional o PL 8.051, propondo royalties de 15% no regime de partilha e ampliando a distribuição para os estados e municípios fora da área do Pré-Sal. Nesse PL, 33% das receitas que os estados e municípios confrontantes teriam no regime de concessão foram distribuídas para os demais estados e municípios brasileiros.

Depois do veto à emenda Ibsen/Simon, novas propostas surgiram. Contudo, ainda não se chegou a um entendimento sobre a questão dos royalties. Isso paralisa as licitações e impede que essa riqueza brasileira seja explorada em sua plenitude.

O Espírito Santo tem trabalhado incansavelmente em busca de um acordo, que seja construído na base do diálogo, de forma participativa e democrática.

 

Secretaria de Desenvolvimento do Espírito Santo (Sedes)

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29 de agosto de 2011 - 14:03 •

Petróleo: na visita à P-57, governador lembra inserção capixaba e desenvolvimento regional

A Plataforma P-57, que opera na região de Anchieta, a 75 km do litoral capixaba, atingiu em julho a meta dos 100 mil barris de petróleo processados por dia, além dos dois milhões de metros cúbicos de gás, e recebeu a visita do governador Renato Casagrande na manhã desta segunda-feira (18).

Casagrande e sua comitiva, que contou com a participação dos secretários de Estado de Desenvolvimento Márcio Felix, e de Projetos Metropolitanos José Eduardo de Azevedo, foram recebidos a bordo da Plataforma pelo diretor de Exploração e Produção da Petrobras Guilherme Estrella, e o Gerente Geral da companhia no Espírito Santo Luiz Robério Ramos.

A P-57 já ultrapassou a metade da sua capacidade de produção, que poderá chegar aos 180 mil barris/dia até o final do ano. Segundo o diretor Guilherme Estrella, a plataforma será a maior produtora em operação no Estado até o início de 2012, já que a FPSO Capixaba está em capacidade máxima com os 100 mil barris/dia. “As plataformas possuem uma rampa de crescimento e a P-57 está cumprindo bem o seu papel”, disse.

O governador destacou que este é um momento importante para o Espírito Santo, com a produção do petróleo no Estado chegando aos 300 mil barris/dia. “Junto à iniciativa privada, os números de produção capixaba chegam aos 350 mil barris/dia, além do importante gás, que já possui aproveitamento de quase toda a sua produção no Sul, assim, protegendo o meio ambiente e criando novas atividades econômicas no Estado”, afirma.

Visita

Governador e comitiva chegaram à plataforma por volta das 9h e retornaram ao Palácio Anchieta no início da tarde, após conhecerem as instalações e de serem informados sobre detalhes da operação da P-57, além de acompanharem uma apresentação sobre as atividades da E&P no Estado. Em seguida, no Palácio Anchieta, concederam entrevista à imprensa.

Novas atividades

A produção de petróleo e gás terá novas atividades no Sul do Espírito Santo, no parque das baleias, que serão iniciadas em 2012 e 2013. No próximo ano, na área de pré-sal do campo de Baleia Azul, a FPSO Cidade de Anchieta começa a operar, enquanto a plataforma P-58, que está em construção, começa a processar o petróleo a partir de 2013.

Já o parque dos doces, recente descoberta na Bacia do Espírito Santo, está em fase de avaliação, que leva até seis meses em estudos técnicos, para que depois sejam divulgadas as suas potencialidades.
“Teremos atividades de produção, mas também daremos dinamismo à economia capixaba, com as empresas que compõem a cadeia do petróleo. Temos também muitos profissionais que encontram seu posicionamento no mercado de trabalho dentro desta atividade e o governo continuará a trabalhar pela inserção dos capixabas e pelo desenvolvimento regional”, destacou Casagrande.

Informações à Imprensa 
Assessoria de Comunicação do Governo 
Estado do Espírito Santo 
Rodolfo Harckbart 
rodolfo.leal@seg.es.gov.br

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